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O que é?

Calvície é a rarefação capilar causada por queda acentuada dos cabelos sem reposição dos mesmos.
Pode ter inicio a partir dos 18 anos e evolução contínua e irregular, isto é, com períodos de perdas mais acentuadas intercaladas com períodos de estabilização. Após os 50 anos esta evolução tende a ser mais lenta e homogênea.

Curiosidades

Uma vasta cabeleira preta e densa tem cerca de 150.000 fios.

Já os indivíduos com cabelos finos e claros possuem uma quantidade menor de fios (cerca de 100.000 a 130.000).

Cerca de 90% dos cabelos têm crescimento contínuo. Esta fase dura de 2 a 6 anos. Os outros 10% têm seu crescimento interrompido e ficam em repouso por cerca de 2 a 3 meses, após os quais ocorre a queda.
Perder de 70 a 100 fios de cabelos por dia é normal.

Após a queda do fio, a mesma raiz produz um novo fio, iniciando um novo ciclo. Os cabelos crescem cerca de um centímetro por mês.

Com a idade, o volume de cabelos diminui naturalmente. Por serem compostos basicamente por proteínas, os cabelos se beneficiam de uma alimentação rica de tais proteínas.

Elas são normalmente encontradas em carnes, ovos, leite e seus derivados, soja, grãos e castanhas.

Vitaminas e minerais também exercem grande influência na saúde dos cabelos, mas não alteram o padrão genético de calvície pré-estabelecido.

Folclores: Já práticas como o uso de bonés, lavar a cabeça diariamente, etc, nada têm a ver com o processo de calvície.

Por que ocorre?

A chamada alopécia androgenética, tem, como o próprio nome diz, origem genética. É, portanto, causada por fatores hereditários advindos do lado materno, paterno ou de ambos. Esta “tendência genética” pode pular uma geração inteira ou afetar um irmão e outro não.

Também fatores externos podem levar à queda de cabelo, tais como: estresse, tratamentos medicamentosos, quimioterapia, diabetes, etc. Nestes casos, em quase sua totalidade, a queda é temporária e reversível.

Como Ocorre?

Todos os fios de cabelos caem, pois possuem um ciclo de vida.

Ciclos de vida dos cabelos:

    • Anágena

É a fase do crescimento do fio. Numa pessoa adulta normalmente 90% dos cabelos presentes no couro cabeludo estão nessa fase.

    • Catágena

Dura poucas semanas.
É a fase aonde o fio de cabelo pára de crescer e a parte mais profunda do folículo capilar torna-se menor, movendo-se em direção ao couro cabeludo. No adulto aproximadamente 1% dos cabelos estão nessa fase.

    • Telógena

É no final deste processo que o cabelo cai, mas normalmente antes disso ocorrer, um novo fio de cabelo já deve estar nascendo em seu lugar. Em um couro cabeludo saudável, deve-se encontrar algo entre 4% a 25% de cabelos nesse estado.

Existem apenas dois tipos de cabelo:

1- os que não contém o código genético para a calvície;
2- os que contém o código genético para a calvície.

Os que não possuem o código genético para a calvície, são aqueles que caem grossos e que são encontrados na escova, no ralo, no travesseiro. À medida que eles caem, outros exatamente iguais estão sendo repostos no mesmo lugar.

Diferentemente, os fios que “possuem o código genético para a calvície”, quando caem não são repostos. Porém sua queda é diferente, pois eles não caem grossos como fios de cabelos normais. Os fios que possuem o código genético para a calvície, possuem em suas raízes, receptores para um hormônio que se chama dehidrotestosterona. Esse hormônio, se liga a esses receptores fazendo com que o fio enfraqueça gradativamente e vá encolhendo até se transformar numa penugem invisível a olho nu, que quando cai não é reposto PORTANTO, NÃO SE PREOCUPE COM OS FIOS QUE VOCÊ VÊ CAIR NA ESCOVA, RALO DO BANHEIRO, ETC… SE PREOCUPE COM AQUELES QUE VOCÊ NÃO VÊ CAIR.

A ação da DHT leva à miniaturização progressiva dos folículos pilosos,enfraquecendo os cabelos. Esses receptores nunca estão presentes nas laterais e na região posterior da cabeça, por isso você não vê ninguém calvo nessas áreas.

Calvíce Feminina

A calvície feminina ocorre de forma mais sutil e as mulheres conseguem disfarçá-la com o penteado. Pode atingir somente a região frontal ou todo o couro cabeludo de forma geral. Apenas uma minoria procura tratamento cirúrgico (transplante capilar) por achar que esse é exclusividade dos homens.

Geralmente resulta em sérias conseqüências psicológicas, não só perda da estetica, mas também por não ser aceita socialmente em mulheres.

Diferentemente do que ocorre nos homens, onde a quase totalidade dos casos de calvície são de origem genética, nas mulheres os casos de calvície são mais complexos. A mulher menstrua,engravida, toma anticoncepcional e faz também freqüentes regimes. Tudo isso influencia muito o cabelo. Mesmo o stress piora qualquer coisa, inclusive a queda de cabelo. Logo, uma vida com lazer e esporte bem dosados é sem dúvida benéfica, não só para os cabelos, mas para o ser como um todo. A dieta também é um fator fundamental: vitaminas do complexo B, óligo-elementos com Zinco e Cobre e também o Ferro são muito importantes. O cabelo é basicamente queratina, que é uma proteína. Portanto dietas pobres em proteínas ou de baixo valor biológico afetam e muito a vitalidade dos cabelos, o que geralmente ocorre em regimes sem supervisão médica.

Causas

As causas da calvície feminina, diferentemente das dos homens que é, em 99% dos casos é genética, podem ser muitas e nem sempre fáceis e simples de serem detectadas e tratadas em sua origem. Exames clínicos e laboratoriais devem ser solicitados para elucidar o diagnóstico

As mais comuns são:

      • Androgenética, isso é, de origem genética.Corresponde à cerca de 70% das calvícies femininas. Geralmente outras mulheres na árvore genealógica (mãe, tias, avós, etc..) apresentam ou apresentaram rarefação capilar.
      • Efluvio telógeno: um tipo comum de perda de cabelos em mulheres e que ocorre quando um grande percentual de fios estão, ao mesmo tempo, na fase telógena, isso é, na fase pré-queda do fio, fase essa em que ele se encontra fino e com espessura bem menor. Isso ocorre devido a distúrbios hormonais, nutricionais, stress, etc… Tem inicio geralmente na fase adulta jovem ou adolescência e geralmente é resolvido somente com tratamento clínico.
      • Tricotilomania: ato compulsivo de arrancar os cabelos. Geralmente falhas em áreas localizadas. Não podem ser tratadas clínica ou cirurgicamente até que as causas emocionais e psicológicas sejam solucionadas.
      • Alopecia areata: doença autoimune que causa perda localizada de cabelos. Exame médico apurado é necessário para estabelecer diagnóstico.
      • Alopecia cicatricial: pode ser causada por tração excessiva dos cabelos. Por exemplo: mulheres negras que prendem os cabelos para trás tracionando-os muito tendem a ficar com a testa alta. Pode também ser devido seqüelas de queimaduras, cirurgias plásticas faciais, radioteraia, etc… Nesses casos, a única solução é o transplante capilar

Sistêmicas:

    • Níveis hormonais aumentados – neste caso deve-se investigar a causa deste aumento, que pode ser decorrente de situações como desde um cisto de ovário até um tumor do mesmo ou de supra-renal. O tratamento depende da causa.
    • Níveis hormonais normais – neste caso medicações que “modulam” os hormônios masculinos produzidos pela mulher são os mais indicados. São os assim chamados anti-andrógenos. Podem ser medicamentos hormonais ou não. Mas em geral devem ser cuidadosamente monitorados pelo médico e são de uso prolongado. Um efeito começa a ser percebido após 3 a 6 meses de tratamento.

Tratamentos

Existem hoje inúmeras terapias clínicas, com medicamentos tópicos, estimulação do couro cabeludo e mais recentemente laserterapia.

É importante deixar claro que se a causa for genética, nenhum tratamento clínico trará seus fios de volta, mas retardará muito a evolução de sua calvície. Em alguns casos, ocorre um espessamento dos fios, dando uma impressão de que o cabelo aumentou.

Os mais eficientes são:

      • Minoxidil: Age melhorando a circulação local e conseqüentemente retardando a queda do cabelo . Isoladamente os resultados são limitados, mas associado com outros tratamentos podem ser obtidos bons resultados.
      • Finasterida: age bloqueando a ação do dht no bulbo capilar e retardando a calvície. Tem maior efeito e eficácia em homens e nunca deve ser utilizado via oral nas mulheres, apenas tópico e com acompanhamento médico.
      • Lasecomb: última tecnologia em termos de tratamento clínico. Estimula a circulação local, retardando a queda e aumentando e espessura dos fios que estavam em processo de calvície.
      • Outros: Alguns especialistas utilizam tratamentos tópicos realizados em consultório, como a mesoterapia capilar: nesse tratamento, “princípios ativos” são injetados diretamente na derme (pele) do paciente, muitas vezes com bons resultados.
      • O uso de shampoo anti-queda sempre foi muito popular, mas seus efeitos são muito limitados. São mais indicados para tratar outros fatores que contribuem para a queda de cabelo, como a dermatite seborréica (caspa) entre outros.

Síndrome pós finasterida

A maioria dos meus pacientes masculinos para quem prescrevo finasterida têm muita preocupação com as possíveis alterações sexuais e eréteis, por isso escrevo esta notinha.

Uma das maiores especialistas em cabelo no mundo,  Dra. Antonella Tosti  em 2001 já tinha publicado o artigo  Evaluation of Sexual Function in subjects taking finasteride for the treatmente of androgenetic alopecia (J Eur Acad Dermatol Venereol 15 (5)418-21,2001 mostrando que a análise estatística da função sexual e erétil dos paciente tomando finasteride não difere do grupo controle, o que é compatível com a experiência de muitos dermatologistas que não observam disfunção sexual ou erétil em pacientes tomando finasterida .  No recente Congresso da Academia Americana de Dermatologia em  Washington em março 2016 a própria Antonella Tosti reforça esta posição e no recente Congresso de Cirurgia Dermatológica em abril 2016 no Rio de Janeiro  Dr. Celso Sodré do Rio de Janeiro que ministrou aula sobre o tema  também diz ser  raríssimo, e que nos  “supostos”  casos descritos houve retorno da normalidade após 3 meses da descontinuação do finasterida.  Os casos registrados e que geraram tantas polêmicas foram descritos por grupos de psicólogos e psiquiatras e não por dermatologistas (será que não seriam por já terem disfunções emocionais?).  O finasterida pode liquefazer o líquido espermático, sem nenhuma repercussão sistêmica. Os homens tomando o medicamento não oferecem risco para a companheira no caso de gravidez, já que o produto tem pouquíssima  concentração no líquido espermático.   Os recentes cuidados que sugeriram foi fazer no início do tratamento  a dosagem do PSA e enzimas hepáticas.  Mulheres podem fazer uso do finasterida, em dose dobrada, mas não podem usar durante a gravidez.