Anestesia

Antes de operar procure saber detalhadamente como será a sua anestesia e o controle dos seus sinais vitais. Empregamos os seguintes tipos de Anestesia: local, local+sedação, geral+local.

Anestesia Local ou Local+sedação:

A anestesia local é barata e boa, mas só é segura em cirurgias que envolvam área pequena. Em áreas extensas o anestésico local, quando injetado em grande quantidade, pode cair no sangue e anestesiar o coração ou o cérebro, causando riscos desnecessários. A sedação reduz o desconforto das agulhadas, mas a sedação em grande quantidade para permitir o uso de anestésico local em grandes áreas, como nas mamas, acaba sendo, na verdade, uma anestesia geral, sem os cuidados que ela exige.

Anestesia Geral+local:

Para anestesia geral empregamos tecnologia de precisão, que permite mais segurança. Ela feita somente com medicação venosa, que é calculada e injetada pelo computador. A dose da medicação exclusiva para cada pessoa pois é ajustada com precisão, através de sensores colocados na testa da paciente. Estes sensores captam as ondas cerebrais e as transformam em um número chamado BIS (Bi Spectral Index) que vai de Zero a 100. Zero significa coma e 100 significa paciente acordado. Nossos pacientes são mantidos dormindo precisamente no meio, entre 40 e 60. A maioria dos hospitais no Brasil não usam esta tecnologia por ser muito mais cara. Não usamos gás anestésico, pois este fica retido na gordura da paciente, causando náusea e mal estar pôr muitas horas após o término da cirurgia.

Não precisamos fazer intubação traqueal em nossos pacientes. O tubo traqueal causa muita dor na traquéia durante a anestesia, exigindo altas doses de anestésico geral.

Não usamos máscara facial externa (cheirinho), pois a língua pode cair e obstruir a passagem do ar, deixando o paciente mal ventilado e mal anestesiado.

Usamos dispositivo na laringe (atrás da língua) que nos custa muito mais caro. Ao contrário da máscara facial externa ela garante a ventilação e ao contrário do tubo traqueal, ele não causa dor na traquéia.

Não usamos curare. Nossa tecnologia dispensa totalmente o uso desta droga que é usada de rotina em outros centros cirúrgicos para paralisar todos os músculos e possibilitar a ciclagem do respirador que insufla o gás anestésico nos pulmões. Esta droga impede que os pacientes, que indevidamente acordem durante a cirurgia, possam avisar que estão acordados. O anti-curare, que é usado para neutralizá-lo ao terminar a cirurgia, pode não ser totalmente eficaz, levando alguns pacientes a acordar com ação residual do curare, que deixa a sensação de incapacidade de respirar.

Pode ser temerosa a combinação do uso de Curare em pacientes sem o BIS, que é o equipamento que avalia a profundidade do sono (BIS).

Usamos equipamento que avalia continuamente o eletrocardiograma, a pressão arterial, o oxigênio no sangue. Este último através da unha. Estes equipamentos são rotina em quase todos os Centro Cirúrgicos. No nosso caso, usamos um em especial, que avalia o Gás Carbônico exalado. Se há Gás Carbônico houve respiração. Se não há Gás Carbônico o equipamento alarma imediatamente: paciente não respirou, paciente não respirou .... Possibilita-nos agir, com muita antecedência, muito antes do oxigênio reduzir no sangue. Geralmente este é um problema muito fácil de resolver em um ambientes especializado em ventilação como é o Centro Cirúrgico, desde que se disponha de tempo e equipamento para agir, que é exatamente o que ele nos proporciona.

Usamos sempre injetar anestésico local depois que a paciente já está dormindo com o anestésico geral, a fim de reduzir a quantidade total de anestésico geral.

Médicos Anestesiologistas

Dr. Itagyba Miranda Chaves

Dr. Leandro Fellet Miranda Chaves